Política

Opostos ideológicos, presidente boliviano, Evo Morales, e premiê húngaro Viktor Orbán, confirmam presença na posse de Bolsonaro

A posse de Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro, terá a presença do presidente boliviano, Evo Morales, e do premiê húngaro Viktor Orbán, entre outros 12 presidentes, primeiros-ministros e vice-presidentes confirmados. As embaixadas da Bolívia e da Hungria confirmaram nesta quinta-feira a presença de Morales e Orbán, respectivamente.

Morales, que virá na companhia de seu ministro de Relações Exteriores, é o único dos chamados líderes bolivarianos da América Latina e um dos poucos dirigentes de esquerda que comparecerá à posse, após o governo eleito ter cancelado convites que já haviam sido enviados para os governos de Venezuela, Cuba e Nicarágua.

O contrato de fornecimento de gás boliviano para a Petrobras vence no próximo ano, e a estatal brasileira deve rever os termos do acordo, uma vez que a dependência brasileira do combustível importado reduziu-se em comparação a meados da década de 1990, época do início da parceria.

Conhecido pela retórica ultranacionalista e contra a imigração, Orbán, por sua vez, é uma das principais vozes da extrema direita europeia, e tem usado a sua maioria parlamentar para aumentar a pressão sobre tribunais, a imprensa e organizações da sociedade civil. Em setembro, foi alvo de um processo da União Europeia, por violação das normas democráticas do bloco. Em novembro, ele conversou com Bolsonaro ao telefone.

O Itamaraty não confirma a lista de representantes internacionais presentes, mas o GLOBO apurou que presidentes, vice-presidentes ou primeiro-ministros de Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Israel, Portugal, Honduras, Suriname, Cabo Verde e Marrocos devem comparecer à posse.

Uma das principais presenças confirmadas é a do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que, depois de anunciar que ficaria no Brasil apenas para se reunir com Bolsonaro na sexta-feira no Rio de Janeiro, voltou atrás e anunciou que comparecerá à cerimônia. A desistência inicial de Netanyahu partira da avaliação de que o líder israelense não poderia ficar uma semana distante de Israel, em meio à abertura do processo eleitoral antecipado no país.

Portugal não deve enviar o seu primeiro-ministro, o socialista António Costa, mas sim o seu presidente, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em 2015, na posse do segundo mandato de Dilma Roussef, 22 presidentes, primeiro-ministros ou vice-presidentes estiveram presentes.

O Globo

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