A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

terça-feira

2

agosto 2016

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Custo Brasil agora aponta para desvios que envolvem o PMDB

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A operação Custo Brasil investiga supostos repasses para o PMDB de  valores desviados de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do  Planejamento, gestão Paulo Bernardo, em 2010. Procuradores da  República e a Polícia Federal investigam ‘parceiros’ do esquema Consist –  empresa de software que teria desviado R$ 100 milhões de consignados.

Nessa segunda-feira (1), o Ministério Público Federal (MPF) denunciou à  Justiça 20 alvos da Custo Brasil, entre eles Paulo Bernardo, acusado de  organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação  não para aí. Os procuradores miram os parceiros da Consist, entre eles  lobistas e intermediários que possuíam vínculos importantes com funcionários do Planejamento.

Em sua etapa inicial, a Custo Brasil apontava apenas para recursos que supostamente teriam sido destinados a Paulo Bernardo – pelo menos R$ 7,1 milhões em propinas, segundo a investigação. Agora, a Custo Brasil aponta para o PMDB. “Uma das empresas parceiras, desde o início, é a empresa Consucred, de Recife. Essa empresa não tem qualquer capacidade para receber os valores que recebeu. Desde 2010 até hoje, ela recebeu mais de R$ 34 milhões. A própria Receita Federal identificou que a empresa não tem estrutura”, afirmou o procurador Andrey Borges de Mendonça, da força-tarefa da Custo Brasil.

O esquema denunciado pela Custo Brasil envolveu um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Planejamento e duas entidades representativas de instituições financeiras para a contratação da Consist, em 2010. O esquema de propina funcionou até 2015 e custou cerca de 70% do faturamento líquido da empresa, que criou software para a gestão dos empréstimos consignados de servidores federais.

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