A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

segunda-feira

11

julho 2016

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Documentário celebra Mestre King, pioneiro da dança afro na Bahia e no Brasil

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Mestre King

O Jornal Nacional anunciou, em 1971: “Primeiro homem da América Latina a fazer vestibular de dança: Raimundo Bispo dos Santos”. Ao receber a notícia que tinha sido aprovado na Universidade Federal da Bahia (Ufba), o baiano de Santa Inês jamais imaginaria que se tornaria Mestre King, um dos precursores da dança afro-brasileira, com reconhecimento internacional.

Responsável por formar os principais nomes da dança afro na Bahia, como Zebrinha, Augusto Omolu, Armando Pequeno e Paco Gomes, Mestre King revolucionou a prática e o ensino da dança contemporânea. Para celebrar o dançarino e coreógrafo que ultrapassa 50 anos de carreira, aos 73 anos, nasceu o documentário Raimundos: Mestre King e as Figuras Masculinas da Dança na Bahia.

“Esse processo de King, que na verdade é o mote, marca a entrada do homem e negro na Escola de Dança da UFBA. Além disso, destaco a forma que ele leciona, indo sempre em escolas públicas e associações, além da Escola de Dança da Funceb, da UFBA, onde boa parte desses Raimundos começam a se formar”, destaca o bailarino e coreógrafo Bruno de Jesus, 28, diretor do documentário.

Em cerca de 40 minutos, o documentário passeia por vida e obra de Mestre King, através de depoimentos do próprio dançarino e de jovens artistas influenciados por ele. Entre eles, os coreógrafos Matias Santiago, Clyde Morgan, Amilton Lino e Luis Bokanha, além de artistas de outras áreas como o percussionista Gabi Guedes.

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