A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

quarta-feira

6

agosto 2014

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Entenda os caminhos para se tornar padre no Seminário Diocesano Santo Cura d’Ars em Caicó

Por , em Caicó

Do Site/Revista Collecione Em um mundo cada vez mais tomado pelo individualismo, desenvolver o desprendimento pessoal em prol do bem coletivo se mostra uma atitude louvável. Com base nesses fundamentos, Collecione foi até o Seminário Diocesano Santo Cura d’Ars, em Caicó/RN, para entrevistar Danilo Germano, seminarista do 2º ano de Teologia, e conhecer a realidade de jovens como ele que buscam a ordenação religiosa dentro da Igreja Católica.

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Graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFRN, Danilo nos conta quando surgiu o primeiro estalo vocacional, como administrou esse dom e ainda o passo a passo gradual que leva um jovem de Seminarista à Diácono nos dias de hoje.

 Qual foi a primeira vez que você cogitou se tornar padre?

Durante a infância. Meus pais costumam dizer que eu sempre falava. Entretanto, conforme fui crescendo, isso foi amornando. O que é um processo bastante comum quando compartilhamos experiências com outros sacerdotes. Daí em diante, fui me redescobrir somente em 2008, quando morava em Natal e meio aos meus afazeres de jornalista.

Houve alguma motivação extra para que isso viesse à tona?

Sim. Na fase da faculdade, comecei a participar, em paralelo às minhas atividades diárias, de grupos de jovens em círculos bíblicos. Desse modo, iniciei uma fase mais ativa na Igreja, o que eu não desenvolvia quando morava em Caicó. Participei do Segue Me, na Igreja Santa Teresinha, do bairro Tirol, entretanto, me engajei de forma mais contundente na Juventude Vicentina. Tanto que posso afirmar que minha primeira experiência foi com os Padres Vicentinos, porém percebi que não tinha vocação para ser padre religioso, ou seja, monge, e sim, para padre diocesano, como é a aptidão que estou desenvolvendo.

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Como se deu o ingresso no Seminário?

Foi um tanto quanto tardia porque ingressei no Seminário aos 21 anos. O costume é entrar mais jovem por volta dos 17 ou 18 anos. No meu caso, isso não significa que foi menos sofrido, pois como eu vinha de uma realidade de muito trabalho e estudo, parar tudo e dar início a uma rotina mais calma é um certo choque. Eu morava com minha irmã em Natal, já morei também sozinho, mas aí, de repente, começar uma vida em comunidade no seminário exige um período de adaptação. Esta fase é intitulada por Dom Antônio de ‘queda do cavalo’, ou seja, um mergulho em uma nova realidade.

Como um sacerdote pode motivar jovens em relação ao despertar vocacional?

O próprio padre precisa demonstrar ao povo que é bom ser sacerdote. O melhor promotor vocacional é ele mesmo. Aquele que é feliz motiva outros ao seu redor a buscar saber o por quê daquele padre ser tão feliz. Enquanto outro que, por ventura, seja emburrado, não motivará ninguém. Ser padre é estar convicto do que se é, daquilo que está abraçando. Não é uma vocação para todos, mas se você tem esse desejo, por que não desenvolver? Vale a pena ser padre!

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Uma vez certo de sua vocação, como um jovem deve ser orientado a buscar a sua formação religiosa na Igreja Católica?

Aquele que nutre em seu coração esse desejo vocacional, deve primeiramente procurar o sacerdote mais próximo a ele. Este irá encaminhá-lo para a Pastoral Vocacional, responsável por contribuir no processo de discernimento do chamado, apresentando questões iniciais como a diferença entre sacerdotes religiosos como monges e sacerdotes diocesanos como padres. Escolhida a categoria, o padre que o indicou escreverá uma carta de recomendação com todo um descritivo de informações sobre o rapaz em questão. Esta carta será destinada ao seminário que acolherá e trabalhará aquele jovem por cerca de um ano, havendo participação de encontros realizados no próprio seminário como modo de interá-lo daquele novo dia a dia, horários e orações, ou seja, um período de adaptação para ver se é realmente aquilo que ele quer. Passado esse período, o padre irá analisá-lo para poder sinalizar uma aprovação ou reprovação daquele perfil para as demais etapas que sucedem todo o processo.

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Quando o perfil do jovem é aprovado nessa fase inicial, quais são as etapas seguintes do processo de formação a um futuro padre?

O processo de introdução ao seminário é chamada de Propedêutico, onde o jovem passa a comungar da vida do seminário, apesar de não ser propriamente dito um, mas já existe toda uma partilha de experiências em relação ao estudo relativo à igreja, catecismo e demais ensinamentos. Neste período já existe uma preparação para o vestibular, marcando a fase posterior, onde o jovem deve prestar dois cursos, a primeira de Filosofia e a segunda de Teologia. Aqui em Caicó, a Diocese é vinculada a UERN, fazendo com que os jovens sejam direcionados a cursinhos da cidade e contando também com aulas específicas no próprio Seminário Diocesano Santa Cura d’Ars.

Como é organizado esse processo universitário?

Quando for iniciado o curso de Filosofia, após quatro anos, dá-se início a outra formação, desta vez em Teologia, formatando mais quatro anos. Nesta segunda universidade existe a mudança de cidade para Natal. A casa que nos acolhe é o Seminário de São Pedro, no bairro Tirol. Convivemos com os seminaristas de Natal, onde a diferença é que ao final do processo voltaremos para Caicó.

Na formação em Teologia, existem etapas fundamentais ao processo de formação. Explique-nos.

Dentro da Teologia, existem outras etapas que precisamos cumprir. No primeiro ano é recebido a “admissão às ordens sacras” que o torna apto para futuramente receber o Diaconato e Presbiterato. No segundo ano, ele recebe o ministério de leitor. No terceiro ano, o Acólitato. No quarto ano, ele conclui e espera o Diaconato, sendo esta a ordenação final.

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Diante dessas perspectivas existem 18 seminaristas em processo de formação e vinculados a Diocese de Caicó. Portanto, podemos afirmar que se todos perseveram em seus propósitos, nos próximos anos contaremos com 18 novos padres distribuídos por paróquias da cidade e região.

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10 Comentários

  1. Ricardo de oliveira
  2. jean soares
  3. Cristiano Pereira da silva
  4. Luís Fernando Lemos Fernandes
  5. joao pedro paschoal
  6. pedro sebastiao duarte silva
  7. pedro sebastiao duarte silva
  8. João Flávio dos santos
  9. Rubem Neves da Rosa

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