A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

terça-feira

2

agosto 2016

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Maconha medicinal leva a menor prescrição de remédios nos EUA

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O uso medicinal da maconha ainda é proibido na maioria dos países, mas um estudo realizado pela Universidade da Geórgia, nos EUA, concluiu que a liberação tem potencial para beneficiar pacientes e serviços de saúde pela redução do uso de diferentes medicamentos. Com base em dados públicos, os pesquisadores constataram um número médio de prescrição de remédios menor nos Estados americanos onde a Cannabis foi liberada para fins medicinais, em comparação com as unidades da Federação onde a erva é proibida para todos os fins.

De acordo com o trabalho, esse consumo reduzido de medicamentos levou a uma economia de US$ 165,2 milhões para os cofres públicos em 2013. “Os resultados sugerem que as pessoas estão realmente usando a maconha como medicamento, não apenas para recreação”, diz a pesquisadora Ashley Bradford, professora da Universidade da Geórgia e coautora do estudo, publicado no periódico científico “Health Affairs”.

Os pesquisadores analisaram dados de todos os Estados americanos entre 2010 e 2013, disponíveis no Medicare, programa do governo que atende idosos e pessoas com doenças graves ou alguma deficiência. Dezessete Estados, além da capital do país, Washington, já tinham liberado a Cannabis medicinal nesse período (desde então, outras oito unidades da Federação foram pelo mesmo caminho). O estudo levou em conta remédios usados no tratamento de nove condições para as quais a maconha pode ser indicada.

Em oito desses problemas de saúde, os médicos perceberam um número médio de prescrições menor nos Estados onde o uso da maconha para seu tratamento é permitido. O resultado mais impressionante foi observado entre remédios para alívio da dor. Em média, nos Estados onde a erva já era legalizada, cada médico prescreveu 1.826 doses a menos de analgésicos por ano. “Quando os Estados implantaram leis sobre a maconha, nós vimos um afastamento substancial dos remédios”, explica o sociólogo David Bradford, coautor da pesquisa.

Para o glaucoma, o número de prescrições de remédios sofreu um pequeno aumento, em 35 doses. Bradford explica que o resultado era esperado. Quando um novo tratamento surge – no caso, a maconha –, é comum o aumento no número de pacientes que vão aos consultórios em busca de informações. A Cannabis reduz a pressão que o glaucoma provoca no olho, mas o efeito dura apenas uma hora. “Entre as condições mais procuradas no Google, o glaucoma é a segunda ligada à maconha, logo após a dor”, esclarece o professor. “Quando o glaucoma é diagnosticado, nenhum médico deixa o paciente sair sem tratamento”.

Médicos dos Estados onde o uso da maconha medicinal é legalizado prescreveram menos doses de medicamentos para ansiedade, náuseas, psicoses, convulsões, desordens do sono e espasticidade.

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