A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

segunda-feira

3

outubro 2016

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Operação Lava Jato amplia equipe de investigadores

Por , em Lava Jato

Apesar de a Operação Lava Jato ter completado 30 meses e ter apontado à Justiça que já desvendou a maior parte do do esquema de corrupção na Petrobras, a equipe da força-tarefa de delegados da Polícia Federal e de procuradores do Ministério Público Federal em Curitiba ainda está crescendo.

Os reforços mais recentes da operação aumentaram a presença feminina entre os investigadores. Segundo as autoridades, é necessário trazer mais profissionais para a operação pois ainda há uma enorme quantidade material a ser analisado após o cumprimento de 654 medidas de busca e apreensão nas 35 fases da Lava Jato.

Além do volume que inclui milhares de documentos, e-mails, mensagens de texto de celular e arquivos de computador, o exame de parte do acervo requer conhecimentos técnicos especializados, o que leva as chefias das instituições a buscarem profissionais com perfis específicos para determinadas tarefas.

A direção da PF já autorizou a convocação de três novos delegados para atuar na operação, e eles deverão ser integrados ao trabalho nas próximas semanas. Com o acréscimo, a força-tarefa da PF passará a contar com 63 policiais federais, entre delegados, peritos e agentes.

Um dos novos integrantes já foi escolhido: é o delegado Jacob Guilherme de Melo, atual chefe da Delegacia de Combate à Corrupção no Estado do Acre.

Os nomes dos outros dois delegados a serem incorporados à equipe deverão ser definidos nos próximos dias. Em julho deste ano, o grupo já havia aumentado com a chegada de mais dez agentes de polícia federal.

De acordo com o delegado Mauricio Moscardi, um dos coordenadores da equipe da PF em Curitiba, “ainda há uma demanda represada de fases anteriores da Lava Jato que justificam o aumento do efetivo”.

“Muitas mídias arrecadadas possuem um rico material probatório e devem ser analisadas com máxima urgência para que se possa extrair conhecimento de inteligência”, afirmou.

A indicação do delegado Melo para atuar no grupo da PF em Curitiba é um exemplo da busca por profissionais com conhecimentos específicos, segundo Moscardi.

O coordenador da Lava Jato disse que o delegado já trabalhou no mercado financeiro e a chegada dele poderá agilizar as investigações relativas às operações mais sofisticadas do esquema de corrupção na estatal brasileira de petróleo.

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