A notícia na íntegra | por Gláucia Lima

quarta-feira

16

novembro 2016

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PF pede quebra de sigilos do presidente do TCU e seu filho

Por , em Operação Lava Jato

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A Polícia Federal (PF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra dos sigilos bancário e fiscal do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, de seu filho Tiago Cedraz e do ministro da Corte Raimundo Carreiro, segundo informações da revista “Época”. Os três são suspeitos de corrupção e tráfico de influência no TCU, segundo investigações da Lava Jato.

Em depoimento à força-tarefa da operação, o empreiteiro Ricardo Pessôa, dono da UTC Engenharia, acusou Tiago Cedraz de ser o intermediário de repasses de dinheiro para o ministro Raimundo Carreiro em troca de informações sigilosas sobre processos no TCU. No total, Ricardo Pessôa diz, em sua delação, que pagou R$ 1 milhão a Cedraz em parcelas de R$ 50 mil.

Apesar dos 34 anos de idade, o advogado teve uma ascensão meteórica na carreira, exibindo uma vida de luxo, segundo investigações da PF. A força-tarefa descobriu despesas vultuosas, como os R$ 500 mil gastos na festa de casamento, além de quase R$ 3 milhões na compra de um apartamento, incluindo reforma. Cedraz ainda deu de presente à esposa um BMW de R$ 190 mil, de acordo com a PF.

Em relação às acusações de Pessôa, segundo a “Época”, a Policia Federal mapeou as relações de Cedraz, realizou buscas e descobriu dezenas de e-mails e ligações consideradas suspeitas. A quebra do sigilo telefônico do escritório de Tiago Cedraz mostra que sua relação no TCU extrapolava o fato de ser filho do presidente da Corte, de acordo com a investigação.

Informações obtidas pela “Época” dão conta de que o escritório do advogado ligou 44 vezes para Carlos Maurício Lociks de Araújo, funcionário do gabinete do ministro Raimundo Carreiro e responsável pelo voto no processo de interesse da UTC. As ligações do escritório de Cedraz para o gabinete do pai também chamaram atenção, já que Aroldo se declara impedido e não julga os casos que envolvem o filho. Foram 186 ligações para o gabinete do pai, sendo 115 para o chefe de gabinete, Sérgio Teixeira Albuquerque, e outras para três servidoras.

Segundo a “Época”, o advogado de Tiago Cedraz, Eduardo Toledo, disse que, desde o início das investigações, a defesa ofereceu os dados bancários como forma de esclarecer os fatos. “O teor dos e-mails não deixa margem a questionamentos sobre a conduta ética e lítica do escritório de advocacia”, disse. A defesa nega que Cedraz tenha feito ligações para servidores ou que tenha influência nos gabinetes de Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro.

O presidente do TCU nega que seja investigado. Carreiro disse que já forneceu seu sigilo bancário, fiscal e telefônico e que “não consta nenhuma ligação telefônica com o referido advogado”.

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