Brasil

Mulheres reconhecem que campanhas como ‘Não é Não’ são fundamentais para conscientizar sobre assédio

Foto: Itatiaia

Nesta sexta-feira, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, data que reacende a importância do combate ao assédio sexual. A Itatiaia cobriu todos os dias do Carnaval de Belo Horizonte e foi às ruas para descobrir se as mulheres estão ou não mais seguras para curtir a folia.

Quando abordada pela reportagem, a foliona Fernanda havia acabado de passar por um exemplo de respeito. “Teve um caso que eu falei que só daria um selinho. O cara continuou insistindo e a amiga dele chegou e falou: ‘Se ela disse que não vai dar nada mais, fica quietinho aí’. Não são todos que lembram da campanha de conscientização, mas como, geralmente, as pessoas andam em grupos, vai chegar alguém que vai falar: ‘Não é não’”, relata.

A campanha ‘Não é Não’ foi uma das bandeiras do Carnaval de Belo Horizonte, que levou neste ano mais de 4 milhões de pessoas às ruas. A valorização ao respeito é reconhecida até por foliões, como é o caso de Lucas. “Não pode (insistir). Se ela não quer, não é porque a mulher é difícil. É porque ela não quer mesmo”, ressalta.

José Geraldo levou a família inteira para o Carnaval, inclusive a filha Paula, de 18 anos, que pede por respeito. “Todo mundo veste a roupa que quer, todos têm quer curtir da maneira que quiser. Não insistir, se a pessoa falar que não, é não”.

Criminalização da importunação sexual

Desde setembro do ano passado, a importunação sexual é considerada crime, que pode ser punido com prisão de um a cinco anos. Ela é caracterizada pela realização de um ato libidinoso sem consentimento. “É qualquer movimento que expressa o apetite sexual. Ou seja, é aquela mão boba, aquele beijo roubado, é aquela carícia sexual que a vítima não consente”, explica a tenente Gisele Couto, assessora da comunicação do comando de policiamento de Belo Horizonte.

Caso a mulher seja vítima do crime, a tenente destaca que é importante acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, na base de segurança ou por meio do policiamento de rua. “Seja com um aceno de mão na rua, a mulher não deve se calar. Deve fazer a denuncia para que a polícia haja e tome as providencias cabíveis”, finaliza.