
Logo após o chavismo reabrir a fronteira com o Brasil, nesta sexta-feira, 10, 600 venezuelanos entraram no País e as autoridades locais esperam um fluxo acima do normal nos três próximos dias – a média diária no ano é de 431 imigrantes. O movimento preocupa os responsáveis por monitorar a sobrecarga nos serviços públicos de Roraima, mas entusiasma comerciantes, que viram as vendas cair até 80% desde o fechamento, 78 dias atrás.
O tráfego regular de pessoas e mercadorias entre os dois países estava bloqueado desde a operação que tentou levar comida e medicamento americanos para o território venezuelano, em fevereiro.
O anúncio da reabertura da fronteira com Brasil e Aruba foi feito pelo vice-presidente de Economia, Tareck El Aissami, na TV. Ele comunicou também que as fronteiras com a Colômbia e as outras Antilhas Holandesas permanecerão fechadas. Segundo Aissami, elas continuarão assim até que cessem as hostilidades em relação ao governo Maduro. Sobre o Brasil, o ministro pareceu sinalizar o desejo de uma reaproximação.
Em Foz do Iguaçu (Paraná), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, havia sido inteligente ao reabrir a fronteira. “Agora parece que a energia elétrica também vai ser restabelecida”, disse Bolsonaro. Roraima é abastecido por energia elétrica venezuelana.
Segundo o prefeito da fronteiriça Pacaraima, Juliano Torquato (PRB), as negociações para reabertura da passagem começaram na véspera, em razão de crianças brasileiras que estudam em escolas de Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana mais próxima da fronteira. O vice-cônsul brasileiro na cidade, Ewerton Oliveira, e o prefeito tratativas com generais da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e conseguiram, primeiro, autorização para a passagem diária de cerca de 500 pessoas, entre pais e alunos.
