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MOMENTO LEGISLATIVO: Saneamento Básico e geração de empregos no setor têxtil foram temas de debate no Congresso nesta semana

A semana no Congresso Nacional foi marcada por discussões importantes. Logo na terceira-feira (7), o debate girou em torno de um tema que atinge toda a população: o saneamento básico. Membros da Comissão Mista do Congresso instalada para discutir o assunto aprovaram o relatório da Medida Provisória 868/2018, que atualiza o marco legal do saneamento básico no País.

A MP prevê que os serviços de água e esgotamento sanitários comecem a ser tratados como concessões públicas, o que vai ampliar a oferta e garantir que companhias públicas e empresas privadas participem dos processos em igualdade de condições. A expectativa é que, com a abertura do setor, a qualidade dos serviços também aumente.
Hoje, o saneamento é responsabilidade de cada município. Caso a cidade não tenha condições de oferecer os serviços para a população, ela pode firmar um contrato de gestão, por exemplo, com a companha estadual ou até com empresas privadas, como já acontece em Limeira (SP) e em Niterói (RJ).

“Para mim, essa MP é a MP da dignidade. O que está aí não nos atende. O saneamento no Brasil não funcionou. Espero que agora comece a criar mecanismos para que os brasileiros tenham, no mínimo, a dignidade de morar em um lugar simples, mas que tenha água tratada, que tenha esgoto e lixo recolhido”, explicou o presidente da comissão, deputado Federal Evair Vieira de Melo (PP-ES), na ocasião da aprovação da proposta.

O texto ainda precisa passar por votação nos plenários da Câmara e do Senado, antes de passar a valer definitivamente. 

Indústria Têxtil

Na quarta-feira (8), foi lançada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar Mista José Alencar para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção. O grupo, formado por deputados e senadores, visa discutir e sugerir propostas que podem melhorar a competitividade do setor no país.

O deputado federal Marcos Pereira (PRB-SP), líder da Frente, lembrou que o setor precisa ser incentivado no Brasil, principalmente para a geração de empregos. “O percentual de importação versus exportação ainda é muito alto. Temos que incentivar esse setor (da indústria têxtil e de confecção) para que ele possa gerar empregos. Vamos discutir uma reforma tributária ampla para incluir o setor”, defendeu o parlamentar.