
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, anunciaram nesta terça-feira (30/6), o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, com mais um recorde de investimentos.
Ao todo, são R$ 97,3 bilhões em programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, entre outros. Desse total, R$ 85,2 bilhões foram para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
Usem tudo que está disponibilizado. Porque se vocês utilizarem, será mais fácil a gente fazer aparecer mais dinheiro. Portanto, utilizem. Aproveita a criatividade da equipe econômica, que junto com a Casa Civil, fizeram uma redução extraordinária nos juros para a agricultura familiar. Se vocês gastarem aquilo que vocês pediram, é plenamente possível aparecer mais dinheiro. Agora, utilizem corretamente”, destacou o presidente.
Lula também enfatizou que a produção de alimentos contribui para a segurança de um País. “A melhor arma que um país tem que ter é alimento. Vocês sabiam que nós temos que ter soberania alimentar? Porque se o país não tiver produção de alimentos, ele não aguenta dois dias de guerra. Ele precisa estar preparado. Então, produzir alimento é uma coisa sagrada. Porque nós temos que ter garantia de alimentos”, afirmou.
RECORDE — A ministra Fernanda Machiaveli ressaltou a importância da iniciativa. “A gente está lançando o maior Plano Safra da Agricultura Familiar de toda a história, mas a gente também trabalhou muito o conjunto do governo para que ele fosse o melhor Plano Safra, para que, de fato, a gente conseguisse atender o conjunto das organizações”, disse.
Machiaveli também citou conquistas do setor. “Estamos chegando com volume recorde de recursos, ao longo das três últimas safras foram mais de 6 milhões de operações executadas com a agricultura familiar. Chegamos a R$ 210 bilhões executados pela agricultura familiar, contratos financiados por vários bancos, e estamos muito felizes que nesta última safra nós atingimos a marca histórica de mais de 2 milhões de operações”, relatou.
JUSTIÇA SOCIAL — Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou o compromisso do governo com uma política econômica que promova justiça social e tributária. “Esse trabalho de incluir o agricultor familiar no orçamento brasileiro, de dar condição digna para a mulher e para o jovem do campo, não é feito com mágica, ele é feito com a construção de um orçamento de país que cobra de quem tem capacidade econômica, de quem nunca pagou a sua parte, para poder distribuir renda e riqueza”, afirmou.
SEGURANÇA ALIMENTAR — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enfatizou o empenho do Governo do Brasil em impulsionar a agricultura familiar. “Eu sou testemunha da luta e do esforço da sua equipe e da determinação do senhor, de poder não só trazer um aumento do Plano Safra para o agronegócio, mas também para a agricultura familiar. Fortalecer quem produz em pequena escala é garantir segurança alimentar para todo o país”, declarou.
Durante o evento, a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, também destacou a relevância das medidas anunciadas. “Quero expressar a nossa alegria de ter o maior Plano Safra da nossa história. Somos aqueles e aquelas que sentem a dor das Marias, dos Josés e dos Silvas. Então, quero falar do que significa a luta e a política pública, trazer para este momento o quanto nos deixa alegres quando uma vírgula de nossa pauta é superada. E mais ainda quando a gente tem diversas demandas que são superadas e que elas chegarão para tocar naquelas famílias que estão em nosso território”, disse.
ALIMENTOS SAUDÁVEIS COMO PRIORIDADE – Impulsionar a produção de alimentos saudáveis é prioridade para o Plano Safra da Agricultura Familiar. Nesta edição, o Governo do Brasil promove nova redução das taxas de juros do Pronaf Custeio para alimentos básicos e sistemas produtivos sustentáveis.
A taxa para o financiamento da produção de alimentos passou de 3% para 2% ao ano. Já para sistemas agroecológicos, produção orgânica e produtos da sociobiodiversidade, a taxa caiu de 2% para apenas 1% ao ano.
Com juros mais baixos, agricultoras e agricultores familiares terão melhores condições para ampliar a produção de arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças, leite e outros alimentos essenciais à mesa das famílias brasileiras.
