Notícias

Final da Copa 2026 reúne Espanha e Argentina pelo título

A final da Copa 2026 promete um confronto histórico entre Espanha e Argentina neste domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey. As duas seleções disputam o título mundial pela primeira vez em uma decisão de Copa do Mundo e chegam embaladas por campanhas consistentes ao longo do torneio. A partida será transmitida pela TV Ponta Negra/SBT a partir das 16h, com narração de Galvão Bueno e comentários de Mauro Beting e Alexandre Pato.

De um lado, a Argentina, comandada por Lionel Scaloni, tenta defender o título conquistado em 2022 e pode viver a última final de Copa do Mundo de Lionel Messi. Do outro, a Espanha, dirigida por Luis de la Fuente, aposta no futebol coletivo e no talento da nova geração liderada por Lamine Yamal para buscar mais uma conquista mundial.

O duelo coloca frente a frente duas escolas tradicionais do futebol internacional, que chegam à decisão após eliminarem adversários de alto nível e apresentarem desempenhos consistentes durante toda a competição.

Final da Copa 2026 marca reencontro histórico

Apesar da tradição das duas seleções, este será apenas o segundo confronto entre Espanha e Argentina em Copas do Mundo. O primeiro aconteceu na fase de grupos do Mundial de 1966, disputado na Inglaterra.

Na ocasião, a Argentina venceu por 2 a 1, com dois gols de Luis Artime, enquanto Pirri marcou para os espanhóis. A vitória garantiu a classificação da Albiceleste às quartas de final, enquanto a Espanha acabou eliminada ainda na primeira fase.

Agora, quase seis décadas depois, os dois países voltam a se enfrentar justamente na principal partida do futebol mundial, valendo o título da Copa do Mundo.

O retrospecto geral entre as seleções também mostra muito equilíbrio. Em 14 partidas disputadas, cada equipe soma seis vitórias, além de dois empates. Entretanto, o último encontro ocorreu em março de 2018, quando a Espanha goleou a Argentina por 6 a 1 em um amistoso preparatório para a Copa da Rússia.

Espanha e Argentina chegam em alta

A Espanha chega à decisão após uma campanha marcada pelo controle da posse de bola, organização tática e forte sistema defensivo. Nas semifinais, a equipe eliminou a França com autoridade e confirmou a qualidade do meio-campo formado por Rodri, Pedri e Fabián Ruiz. Além disso, Nico Williams e Lamine Yamal têm sido decisivos pelas pontas e representam uma das principais armas ofensivas da seleção espanhola.

A Argentina precisou superar uma semifinal muito mais equilibrada diante da Inglaterra. Mesmo assim, Lionel Messi voltou a comandar a equipe nos momentos decisivos. Ao lado de Julián Álvarez, Enzo Fernández e Emiliano Martínez, o camisa 10 liderou a Albiceleste até sua segunda final consecutiva de Copa do Mundo.

Enquanto a Espanha se destaca pelo jogo coletivo e pelo domínio territorial, a Argentina aposta na experiência de seus principais jogadores e na capacidade de decidir partidas equilibradas.

Messi e Yamal protagonizam duelo de gerações

Um dos grandes atrativos da decisão será o encontro entre Lionel Messi e Lamine Yamal. Aos 39 anos, Messi pode disputar sua última final de Copa do Mundo. Campeão mundial em 2022 e considerado um dos maiores jogadores da história do futebol, o argentino continua sendo a principal referência técnica da seleção.

Do outro lado, Lamine Yamal, de apenas 19 anos, representa a nova geração do futebol espanhol. Revelado pelo Barcelona, o atacante conquistou a Eurocopa e rapidamente se consolidou entre os principais talentos do futebol europeu.

Além das comparações pelo estilo de jogo, os dois carregam uma curiosidade que ganhou repercussão mundial. Em 2007, durante uma ação beneficente do Barcelona, Messi participou de uma sessão de fotos segurando Yamal ainda bebê no colo. Quase vinte anos depois, ambos chegam como protagonistas da maior partida do futebol mundial.

Prováveis escalações

Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Huijsen, Cucurella; Rodri, Pedri, Fabián Ruiz; Lamine Yamal, Nico Williams e Oyarzabal.

Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Otamendi, Tagliafico; Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister; Messi, Thiago Almada e Julián Álvarez.

O técnico Luis de la Fuente já afirmou que não pretende realizar uma marcação individual sobre Messi. Em vez disso, a estratégia espanhola será apostar na organização coletiva para tentar neutralizar o principal jogador argentino.