
O Hospital Regional do Seridó Telecila Freitas Fontes, por meio do Núcleo Hospitalar de Vigilância Epidemiológica (NHVE), e da direção Técnica, INFORMA que:
A influenza é uma infecção respiratória aguda, causada pelos vírus A, B, C e D. O vírus A está associado a epidemias e pandemias. É um vírus de comportamento sazonal e tem aumento no número de casos entre as estações climáticas mais frias, podendo haver anos com menor ou maior circulação do vírus. Habitualmente em cada ano circula mais de um tipo de influenza concomitantemente (exemplo: influenza A (H1N1)pdm09, influenza A (H3N2) e influenza B).
A gripe, ou influenza sazonal, inicia-se em geral com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.
A transmissão ocorre principalmente através do contato com partículas eliminadas por pessoas infectadas ou mãos e objetos contaminados por secreções. É muito elevada em ambiente domiciliar, creches, escolas e em ambientes fechados ou semi fechados, dependendo não apenas da infectividade das cepas, mas também do número e intensidade dos contatos entre pessoas de diferentes faixas etárias.
A transmissão também é elevada em aviões, navios e outros meios de transporte coletivo, onde são frequentemente registrados surtos de influenza A e B que acometem passageiros e tripulantes.
ORIENTAMOS quanto à importância da NOTIFICAÇÃO dos casos suspeitos e confirmados, e que a VACINAÇÃO é uma das principais medidas preventivas para influenza, inclusive o Ministério da Saúde está realizando a 21ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, no período de 10 de abril a 31 de maio de 2019, sendo 04 de maio, o dia de mobilização nacional.
Quanto às medidas de PREVENÇÃO, cabe ressaltar a importância de lavar as mãos com água e sabão com frequência; não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres, toalhas etc; manter os ambientes bem ventilados e evitar aglomerações; utilizar máscara descartável caso apresente sintomas de gripe ou ao entrar em contato com pessoas doentes; utilizar lenço descartável para limpar o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
Além dos medicamentos sintomáticos e da hidratação, está indicado para o TRATAMENTO, o uso de fosfato de oseltamivir para todos os casos de Síndrome Gripal que tenham condições e fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal, mesmo em atendimento ambulatorial.
Esta indicação fundamenta-se no benefício que a terapêutica precoce proporciona, tanto na redução da duração dos sintomas quanto na ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da influenza, em pacientes com condições e fatores de risco para complicações.
Para adultos a dose recomendada é de 75 mg duas vezes ao dia, por cinco dias. Para crianças acima de um ano de idade e menor que 12 anos com menos de 40 kg as doses variam de acordo com o peso, conforme especificação a seguir durante 5 dias. Verifique se você está usando a dose correta de acordo com a figura e a tabela abaixo:
| Tabela de dosagem do oseltamivir por peso e frequência diária |
| Peso Dose Frequência Nº de cápsulas |
| De 10 a 14 kg 30mg 2 X ao dia por 5 dias 1 cap. de 30mg 2X/diaDe 15 a 23 kg 45mg 2 X ao dia por 5 dias 1 cap. de 45mg 2X/diaDe 23 a 40 kg 60mg 2 X ao dia por 5 dias 2 cap. de 30mg 2X/diaAcima de 40 kg 75mg 2 X ao dia por 5 dias 1 cap. de 75mg 2X/dia |
O HRSTFF, informa que tivemos 07 casos suspeitos e notificados em 2019 de influenza A, sendo apenas 02 casos subtipados para H1N1, e ainda estamos aguardando resultado de 03 desses 07 casos do laboratório Central (LACEN).
Dados epidemiológicos do HRSTFF-2019
| MUNICÍPIO DE RESIDÊNCIA | DATA | RESULTADO | EVOLUÇÃO |
| Timbaúba dos Batistas | 11/04/2019 | INFLUENZA H1N1(pdm09) | Alta Hospitalar |
| São José do Seridó | 11/04/2019 | INFLUENZA A (NÃO SUBTIPADA) | Alta Hospitalar |
| São João do Sabugi | 18/04/2019 | INFLUENZA H1N1(pdm09) | Alta Hospitalar |
| Jardim do Seridó | 18/04/2019 | INFLUENZA A (NÃO SUBTIPADA) | Óbito |
| Campo Redondo | 22/04/2019 | AGUARDANDO RESULTADO | Óbito |
| São João do Sabugí | 23/04/2019 | AGUARDANDO RESULTADO | Alta Hospitalar |
| Caicó | 23/04/2019 | AGUARDANDO RESULTADO | Alta Hospitalar |
SOBRE os 02 óbitos ocorridos no serviço por causa SUSPEITO de H1N1, 01 não teve nenhuma subtipagem e o outro, ainda estamos aguardando o resultado do LACEN (conforme mencionado acima) para se fechar o diagnóstico. Porém, foram tomadas todas as medidas aplicáveis, até mesmo em relação à situação epidemiológica. Foi realizado protocolo de tratamento específico por nossa equipe de profissionais que são devidamente preparados e capacitados. Realizamos os esclarecimentos e quimioprofilaxia oportunos para todos os profissionais que manejaram diretamente com o paciente.
Ressaltamos a importância do uso dos EPI´S (avental, máscara cirúrgica, luvas…)pelos profissionais da assistência ao paciente e lembrando que o uso da máscara N95, só é pertinente em casos de procedimentos com risco de geração de aerossóis, como exemplos: intubação traqueal, aspiração nasofaríngea e nasotraqueal, broncoscopia, dentre outros.
Mediante isso, CONTINUAMOS monitorando e acompanhando as ações de prevenção e controle dos casos suspeitos de pacientes que chegam ao HRSTFF com as síndromes gripais.
