
Entre janeiro e junho de 2026, o Rio Grande do Norte coletou 2.928,10 litros de leite humano. O volume, impulsionado pela doação de 1.829 mulheres, beneficiou 3.283 recém-nascidos. No mesmo período, as equipes da Rede de Bancos de Leite realizaram 36.717 atendimentos individuais, 8.366 em grupo e 3.303 visitas domiciliares.
A relevância do gesto ganha ainda mais visibilidade em agosto, mês do Agosto Dourado, dedicado ao incentivo e à proteção do aleitamento materno.
Da doação ao consumo
Antes de chegar aos bebês internados, o leite doado passa por seleção, processamento, pasteurização e rigoroso controle de qualidade. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas um litro de leite humano pode alimentar até 10 recém-nascidos por dia, a depender do peso e da necessidade clínica de cada criança.
A orientação oficial é manter a amamentação exclusiva até os seis meses de vida, dando continuidade ao aleitamento até os dois anos ou mais, acompanhado da introdução alimentar adequada.
Benefícios para mãe e bebê
Considerado uma das estratégias mais eficientes de saúde na infância, o leite materno supre as necessidades nutricionais e fornece anticorpos que protegem contra infecções e alergias, reduzindo também o risco de doenças crônicas no futuro, como hipertensão, diabetes e obesidade.
A saúde da mulher também é diretamente impactada. Segundo a pediatra Dra. Mariana Grigoletto, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA):
“A amamentação não traz benefícios apenas para a criança. Para a mulher, o ato reduz os riscos de hemorragia no pós-parto e protege contra o desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.”
Cenário Nacional
Em todo o país, os números da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR/Fiocruz) mostram a força da solidariedade: no primeiro semestre de 2026, foram coletados 131.211,90 litros de leite, com o cadastro de 99.437 doadoras e apoio a 122.930 bebês. Ao todo, a rede prestou mais de 1,1 milhão de atendimentos individuais.
Como ser uma doadora
A doação é voluntária. Qualquer mulher saudável que esteja amamentando e produzindo leite excedente pode ajudar. Para isso, basta entrar em contato com o Banco de Leite ou Ponto de Coleta mais próximo. A doadora não deve consumir álcool, cigarro, drogas ilícitas ou medicamentos contraindicados. As equipes fornecem orientações detalhadas sobre a retirada, o armazenamento e o transporte seguro do leite.
