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Israel intensifica ataques a Beirute e tensão se espalha pelo Oriente Médio

No Líbano, a manhã desta sexta-feira (6) começou com um novo e forte ataque em Beirute. Uma grande coluna de fumaça foi vista no subúrbio sul da capital libanesa, área considerada reduto do Hezbollah.

A cidade já está sob forte bombardeio de Israel desde a segunda-feira, quando o grupo xiita disparou foguetes e drones pela morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Nos últimos dias, pelo menos 26 ataques foram registrados na região de Beirute, enquanto os confrontos se ampliam também no sul do país.

Pela terra, soldados israelenses avançam por áreas do sul do Líbano, e os combates na fronteira entre Israel e o território libanês se intensificam. A retórica política também subiu de tom; o ministro da Defesa de Israel chegou a ameaçar transformar Beirute em Gaza, em meio à ampliação das operações militares.

Diante da escalada da violência, milhares de civis continuam deixando o sul do Líbano e também bairros do sul de Beirute. As estradas registram trânsito intenso de famílias que tentam fugir levando o que conseguem salvar: malas, documentos e alguns pertences. Entre essas pessoas estão brasileiros que vivem no país, como a Katia Bassit, farmacêutica que conta o drama para a gente direto de Beirute.

Enquanto isso, em Israel, as sirenes de alerta voltaram a soar nesta manhã. Explosões foram ouvidas e pelo menos cinco mísseis foram interceptados sobre a região de Tel Aviv. A tensão se espalha por toda a região. Nos Emirados Árabes Unidos, moradores de Dubai receberam alertas diretamente no celular, orientando a população a permanecer dentro de casa.

Na Europa, líderes acompanham com preocupação o avanço da crise. O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o país está atuando diplomaticamente para evitar uma nova guerra no Líbano.

Macron declarou apoio ao governo libanês para que assuma o controle da segurança em todo o território e anunciou que a França vai reforçar a cooperação militar com o país, inclusive com apoio logístico e equipamentos para as forças armadas libanesas.

A comunidade internacional teme que a escalada de ataques entre Israel, Hezbollah e outros atores da região possa ampliar ainda mais o conflito no Oriente Médio. Foi a noite mais intensa de ataques contra o Irã. O Azerbaijão também foi atacado, país produtor e exportador de petróleo e gás; e o Irã continua apostando em uma crise econômica como arma de guerra.