
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresentou nesta terça-feira, dia 17, o balanço final da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU de 2025).
De acordo com a ministra, a realização do CNU se consolidou como uma política pública inclusiva, de modo a proporcionar uma democratização no acesso ao serviço público federal.
Durante coletiva de imprensa em Brasília, a ministra informou que, na segunda edição do Concurso Unificado, foram aprovadas pessoas de 578 cidades, em todos os 26 estados e no Distrito Federal.
A Região Sudeste foi a que apresentou o maior percentual de aprovados, seguido pelo Nordeste e pelo Centro-Oeste. Veja os quantitativos abaixo:
- Norte: 5,2%;
- Centro-Oeste: 25,3%;
- Sudeste: 34,5%;
- Nordeste: 29,3%; e
- Sul: 5,7%.
Do total de aprovados, 40,5% se inscreveram para cotas de pessoas negras, indígenas, quilombolas e de pessoas com deficiência. Confira as distribuições:
- 29,7% de pessoas negras;
- 2% de pessoas indígenas;
- 1,2% pessoas quilombolas; e
- 7,6% de pessoas com deficiência.
Com exceção dos indígenas, para todas as demais cotas houve aumento dos aprovados para cotas em relação ao primeiro CNU.
Segundo a ministra Esther Dweck, a nova Lei de Cotas foi aplicada ao Concurso Unificado e integra medidas na área de Gestão de Pessoas com foco no aumento da inclusão.
Segunda edição do CNU teve aumento nas mulheres aprovadas
Dos aprovados no concurso, 51,6% são homens e 48,4% são mulheres. O número de candidatas aprovadas cresceu em relação ao primeiro Concurso Unificado, em que o percentual foi de 37%.
Porém, segundo a ministra Esther Dweck, ainda há discrepância nos percentuais de aprovados por carreiras.
Os dados apontam mais mulheres aprovadas para carreiras assistenciais de Saúde e Cultura. Por outro lado, nas áreas de Ciência e Tecnologia, há mais homens aprovados.
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado inovou com ações afirmativas voltadas à promoção da igualdade de gênero no acesso às vagas.
Conforme o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi garantido o equilíbrio de participação entre homens e mulheres na etapa discursiva do concurso.
Na tabela abaixo, veja os comparativos dos resultados entre a primeira a segunda edição do CNU:

(Reprodução MGI)
Ministra projeta estuda para novos concursos federais
Durante a apresentação do balanço do CNU, a ministra Esther Dweck mencionou que, para o período de 2026 a 2023, é esperada a aposentadoria de mais de 70 mil servidores no funcionalismo federal.
“Estamos muito longe de ter uma máquina inchada”, afirmou a ministra.
Em 2026, o Governo Federal não realizará uma nova edição do Concurso Unificado. Em caso da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um terceiro CNU deve ser aberto.
A ministra não identificou quais áreas têm a maior necessidade de concursos e que podem ser priorizadas em novas autorizações. Segundo ela, esses pontos estão em estudo e devem ser encaminhados para a próxima gestão do Governo Federal.
“A gente tem feito um estudo agora que é bem focado no impacto do digitalização, de inteligência artificial, na necessidade de servidores. Isso para justamente fazer esse planejamento de recomposição da mão de obra. (…) A gente tem trabalhado para deixar esse diagnóstico pronto da necessidade em quais áreas, quantos servidores são necessários e avaliar a velocidade de recomposição possível diante do cenário fiscal”, informou Dweck.
Se houver um novo governo Lula, a ministra garantiu que tudo será feito dentro das regras fiscais.
O MGI também concentra os esforços na nomeação dos aprovados na segunda edição do CNU e de remanescentes da primeira edição.
A ministra Esther Dweck informou que será feita uma chamada para 1.860 vagas que ainda não foram preenchidas do primeiro CNU.
Resultado final do CNU 2025 já foi homologado
O resultado final do CNU 2025 foi homologado na segunda-feira, dia 16, para cargos/especialidades sem etapas além das provas escritas e de títulos.
A seleção terá validade de um ano, podendo ser prorrogada uma única vez por igual período. Ao longo desse tempo, os candidatos serão convocados para os cargos em que foram aprovados.
Para cargos específicos, o governo ainda realizará a chamada para o procedimento de investigação social e funcional, a realização da defesa de memorial e prova oral e para o curso de formação (somente para as Agências Nacionais do Cinema e do Petróleo).
Por exemplo, para analista técnico de justiça e defesa (ATJD), de 17 a 24 de março, fica aberto o prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais (FIP), referente à fase de investigação social e funcional, nos termos do edital.
Nesta terça, 17, o MGI realizou a convocação dos ATJD. Ao todo, 712 candidatos habilitados foram chamados. O salário inicial do aprovado no cargo será de R$9.711.
Já no período de 6 a 10 de abril deverá ser feito o envio da documentação referente à defesa de memorial e prova oral.
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Concurso Unificado ofereceu 3 mil vagas de níveis médio e superior
A segunda edição do Concurso Nacional Unificado ofereceu 3.652 vagas para cargos de níveis médio, técnico e superior, com salários iniciais de até R$18,7 mil.
A primeira etapa, a prova objetiva, foi realizada no dia 5 de outubro de 2025, em 228 cidades brasileiras.
Mais de 760 mil inscritos eram aguardados, no entanto, de acordo com a ministra Esther Dweck, a porcentagem de faltosos foi de 42,8%.
Para os candidatos aos cargos de nível médio, foram cobradas 68 questões de múltipla escolha.
Já para os de nível superior foram 90 perguntas, sendo 30 de Conhecimentos Gerais e 60 de Conhecimentos Específicos.
