
Neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher, o Ministério do Esporte destaca avanços nas políticas públicas voltadas à valorização e ao protagonismo das mulheres no esporte brasileiro.
Entre as iniciativas recentes estão o fortalecimento do esporte feminino, a ampliação de oportunidades para atletas de alto rendimento e a proteção às beneficiárias do Programa Bolsa Atleta durante a maternidade.
Em vídeo divulgado no Instagran do MEsp, o ministro do Esporte, André Fufuca, ressaltou que a valorização das mulheres faz parte da atuação permanente da pasta. Atualmente, as mulheres representam cerca de 60% da força de trabalho do ministério, em funções estratégicas, cargos de liderança e posições na alta gestão.
“São gestoras, especialistas, coordenadoras e diretoras que ajudam a construir políticas públicas mais inclusivas e mais eficientes”, afirmou o ministro André Fufuca.
Fufuca também destacou uma mudança histórica no Programa Bolsa Atleta, que passou a garantir a proteção para atletas gestantes e puérperas. Com a medida, as esportistas podem manter o benefício durante a gravidez e após o nascimento dos filhos, o que garante maior segurança para a continuidade de suas carreiras esportivas.
“Isso significa que nenhuma atleta precisa escolher entre a maternidade e a continuidade da sua carreira. Agora elas podem ficar tranquilas, porque estarão seguras e amparadas pelo Bolsa Atleta”, disse.
Outra frente importante é o fortalecimento do futebol feminino, com investimentos em competições, categorias de base e projetos sociais que ampliam o acesso de meninas e mulheres à prática esportiva. O ministério também atua na preparação do Brasil para sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, que será realizada pela primeira vez na América Latina.
Avanço das mulheres no esporte
Na Secretaria Nacional de Excelência Esportiva do MEsp, o fortalecimento da participação feminina no alto rendimento tem sido uma das prioridades. A secretária Iziane Marques destaca que o crescimento da presença das mulheres nas competições é resultado de políticas públicas que garantem melhores condições de preparação e permanência no esporte.
“Atualmente, cerca de 4.300 atletas bolsistas são mulheres, o que representa aproximadamente 44% do total de beneficiários do Bolsa Atleta. Esse apoio é fundamental para que as atletas possam se dedicar às suas carreiras esportivas”, afirmou.
Segundo ela, além do suporte financeiro, o programa também assegura proteção às atletas gestantes e puérperas, reconhecendo que a maternidade não deve ser um obstáculo para a continuidade da trajetória esportiva.
A secretaria também tem apoiado a realização de competições estratégicas que ampliam a visibilidade do esporte feminino. Um exemplo foi o Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica realizado no Brasil em 2025, quando a seleção brasileira conquistou duas medalhas de prata no conjunto. Outras iniciativas incluem o fortalecimento de competições como a Copa da Liga de Basquete Feminino.
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Copa do Mundo de Futebol Feminino FIFA 2027
A realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 também representa um marco para o esporte feminino no país. A secretária extraordinária da Copa, Juliana Agatte, explica que a preparação do Brasil envolve uma articulação entre diferentes áreas do governo federal, estados, cidades-sede e a FIFA.
“O centro da nossa agenda é o legado social e o legado esportivo. No campo social, as mulheres estão no centro das discussões, com ações voltadas ao combate à violência e ao feminicídio. No esporte, trabalhamos para ampliar o acesso de meninas e mulheres ao futebol e fortalecer a profissionalização da modalidade”, afirmou.
Para a secretária executiva adjunta do Ministério do Esporte, Cynthia Mota, iniciativas como a Estratégia Nacional para o Futebol Feminino e a ampliação das políticas de incentivo ao esporte feminino reforçam o compromisso da pasta com a igualdade de oportunidades.
“O esporte é uma poderosa ferramenta de transformação social. Estamos trabalhando para ampliar a participação das mulheres no esporte e garantir que suas conquistas sejam reconhecidas e valorizadas”, destacou.
