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Defesa de Bolsonaro faz 6º pedido de prisão domiciliar ao STF

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta terça-feira (17) o sexto pedido de prisão domiciliar humanitária no Supremo Tribunal Federal. O novo pedido ocorre após agravamento no estado de saúde do ex-presidente, que foi internado no último dia 13 de março com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

Defesa alega riscos à saúde

Segundo os advogados, o quadro clínico inclui febre, queda na oxigenação e hipotensão. Eles afirmam que a situação exige acompanhamento médico contínuo.

O laudo médico aponta risco de recorrência com agravamento imprevisível. O documento foi assinado por especialistas que acompanham o ex-presidente.

Além disso, os médicos destacam comorbidades como apneia do sono grave, refluxo gastroesofágico e histórico de pneumonias aspirativas.

Histórico de episódios preocupa

A defesa também citou episódios recentes, como uma queda com traumatismo craniano em janeiro de 2026 e o atual quadro de pneumonia.

De acordo com o relatório, houve demora no atendimento em situações de emergência, o que aumentou o risco de agravamento clínico.

Os advogados argumentam que o sistema prisional não oferece vigilância médica constante nem resposta imediata a emergências.

Pedidos anteriores foram negados

Todos os pedidos anteriores foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

O magistrado entende que o sistema prisional possui estrutura adequada, com suporte médico e possibilidade de remoção para hospitais quando necessário.

Moraes autoriza visita de advogados

Na mesma data, Alexandre de Moraes autorizou a visita dos advogados ao ex-presidente, que está internado no Hospital DF Star, em Brasília.

A decisão prevê o cumprimento das regras da unidade de saúde e comunicação a órgãos como a Polícia Militar do Distrito Federal e a Procuradoria-Geral da República.