
Caminhoneiros começaram a se concentrar na manhã desta quinta-feira (19) às margens da BR-101, em São José de Mipibu, na região metropolitana de Natal, em meio à articulação de uma possível paralisação nacional da categoria.
Até agora, a greve não foi oficialmente deflagrada. Os motoristas permanecem reunidos e aguardam um posicionamento das lideranças nacionais e do Governo Federal sobre medidas relacionadas ao preço dos combustíveis e às condições de trabalho.
A principal queixa da categoria é o aumento do diesel. Em alguns postos do Rio Grande do Norte, o litro já chega a R$ 7,49. Segundo levantamentos recentes, o diesel S-10 — o mais utilizado no país — acumulou alta de quase 19% nas últimas semanas, influenciado também pelo cenário internacional.
Apesar da mobilização, os caminhoneiros afirmaram que não há previsão de bloqueio da rodovia. A orientação inicial é que os atos ocorram às margens da BR, sem interdição do tráfego, enquanto a categoria define os próximos passos.
O movimento pode ter impacto direto no abastecimento e na economia, já que o transporte rodoviário responde pela maior parte da distribuição de produtos no país.
Diante da pressão, o Governo Federal já iniciou discussões para tentar conter a alta dos combustíveis. Entre as medidas em análise estão o reforço na fiscalização do piso mínimo do frete e a possibilidade de ajustes temporários em tributos.
A categoria também se articula em nível nacional. Representantes dos caminhoneiros participam de reuniões para definir estratégias e pontos de mobilização em todo o país. A expectativa é que uma decisão sobre a paralisação seja anunciada nas próximas horas.
