
O Ministério da Educação criou uma etapa complementar no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para 2026. A nova fase, chamada Sisu+, vai permitir o preenchimento de vagas que permanecem ociosas após o encerramento da lista de espera e dos processos seletivos próprios das instituições.
Segundo o MEC, a iniciativa busca ampliar a ocupação das vagas disponíveis nas universidades públicas. Além disso, o ministério destacou que a medida não configura um novo processo seletivo, mas sim uma etapa adicional dentro do próprio Sisu.
Quem pode participar do Sisu+
De acordo com o edital, apenas estudantes que participaram do Sisu 2026 poderão se inscrever no Sisu+. Nesse sentido, a seleção utilizará as notas das três últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio — 2023, 2024 e 2025.
O sistema considerará automaticamente a melhor média do candidato para o curso escolhido. Por outro lado, o sistema desconsidera notas de participantes que fizeram o exame como treineiros ou que zeraram a redação.
Regras de inscrição e escolha de cursos
No momento da inscrição, o candidato poderá atualizar dados socioeconômicos e, se necessário, alterar a modalidade de concorrência. Além disso, será possível escolher até duas opções de curso, independentemente das escolhas feitas na fase regular.
Ao mesmo tempo, algumas instituições poderão exigir notas mínimas em áreas específicas do Enem para determinados cursos, conforme critérios próprios.
Adesão das instituições começa em maio
Inicialmente, a adesão ao Sisu+ será voltada às instituições públicas de ensino superior. O prazo para participação vai de 4 a 29 de maio, por meio do sistema do MEC.
Podem aderir universidades e institutos que já participaram do Sisu 2026 e que ainda possuam vagas não preenchidas, seja por desistência ou falta de confirmação de matrícula.
Cronograma para estudantes ainda será divulgado
Por fim, o MEC informou que ainda divulgará o calendário de inscrição dos estudantes e a data de divulgação dos resultados em edital específico.
Dessa forma, o Sisu+ passa a funcionar como uma alternativa para ampliar o acesso ao ensino superior público, ao mesmo tempo em que busca reduzir o número de vagas ociosas nas instituições.
